JUNHO FESTAS DA COLHEITA - ENTRE FOGO E LENDAS DA TRADIÇÃO Foto: Regina Clara de Aguiar As noites de junho são marcadas por celebrações em homenagem a Santo Antônio, São João e São Pedro. Celebram a fartura e a fertilidade da terra, e contam com raízes em tradições pagãs europeias muito antigas, além de influencias indígenas e africanas. Também conhecidas como festas da colheita e, realizadas em torno de uma fogueira, contam com comidas típicas e danças como o forró e a quadrilha. Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, no Brasil existe uma diversidade de manifestações culturais e particularidades regionais fortes – “Temos vários Brasis... No Nordeste, a figura de São João é muito forte e central nas festas do ciclo junino”. A celebração junina sempre remete a uma memória afetiva e coletiva de festas da infância, onde fogueiras de lenha crepitavam na rua. O balão subia ao céu e se ouvia o ribombar dos fogos de artificio anunciando que os festejos iam começar. Meu pai, logo cedo, na vésper...
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POEMA DE FINAL DE TARDE
Hoje perambulando sob o sol do meio-dia desta cidade colorida na pedra de villamayor! Energia solar outonal! Inquietude! Quietude! Lugares de poder, fazem lembrar de te em cada esquina! exercendo em mim o eterno retorno de um dia ter sido tua! Simbiose de lembranças! De momentos! Tua sombra ainda habita meu ser! Teu cheiro! Teu sabor! Tua boca ávida... A minha boca se envolvendo na tua Nessa ágora... Antes, agora, final de tarde. Procuro tua boca e só encontro o sopro vazio do ar que sopra meu rosto, Roçando meus lábios! Lembrando outras tardes! Porém! Hoje vives em mim... Revives ainda a certeza... Ilusão... Utopia... A verdade de ter sido tua! Tua sombra ainda habita meu ser! Repousa com profundidade e força mediúnica, nas entrelinhas de uma metáfora! Meta... A se viver! Teus pés pisam por meio da tua sombra que habita meu ser, O mesmo solo sagrado Que me trouxe a te! Atravessando elementos Terra! Água! Oceano de águas, cálidas! Cheguei a te, Nas asas da magia... Da Meiga! E n...
O PRIMEIRO CAMINHO A GENTE NUNCA ESQUECE
V iajar caminhando com os próprios pés, por uma das muitas direções e atalhos que levam a Santiago de Compostela na Galícia, Espanha, é realmente árduo! Mas com certeza na época do Santo Apostolo não tinha muita opção! Porém, se acaso Santiago fosse nosso contemporâneo, certamente iria usufruir de todas as formas e possibilidades que levam o peregrino em estado de peregrinação, a passar dos pés, à bicicleta, ao cavalo, e até mesmo as charretes que ao longo dos caminhos cruzam com os caminhantes solitários ou em grupo, compartindo cenário, beleza e as bolhinhas que aparecem de vez em quando no dorso dos pés. Caminhar... Caminhar... Caminhar... Ou seja, seguir um dos muitos caminhos que levam a um objetivo final único, que é chegar a Santiago de Compostela após andar no mínimo 100 kilometros durante alguns dias; entrar na catedral gótica monumental; assistir a missa dos peregrinos pontualmente ao meio-dia e receber o título da “Compostela”, com pompas de uma longa fila e atendentes qu...
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