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15ª EDIÇÃO DA FESTA DO MARCO VIVO DA IMBURANA

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Festa de ritos, magia, sagrado e profano, orações e danças, além de momentos destinados a uma conexão com a ancestralidade sagrada local por meio da cerimônia do toré, a 15ª edição do Marco Vivo da Imburana , foi realizada nos dias 08 e 09 do mês de abril passado. E  contou com a presença de um grupo de antropólogos, entre eles o coordenador do programa de Máster em Antropologia Ibero Americana da Universidade de Salamanca-USAL/Espanha, Professor Dr. Ángel Espina Barrio, do  Ms. Daniel Valério e da jornalista e Dra. Regina Clara de Aguiar, que estiveram etnografando alguns momentos da festividade, marcada no calendário anual da etnia indigena Jenipapo-Kanindé, localizada na Lagoa Encantada, município de Aquiraz, área metropolitana da Grande Fortaleza, onde aconteceu o evento em tela. O Marco Vivo é uma celebração à natureza e às conquistas e lutas dos povos indígenas que vivem na referida região. T em como objetivo a reafirmação de identidades étnicas, e se transforma num...

PONTO DE PARTIDA: A IDÉIA CENTRAL

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Igreja de São José do Ribamar. Foto: Regina Clara de Aguiar. Geralmente quando se pensa fazer um projeto, não se tem ainda um tema configurado, mas vagamente uma mística do que chamamos “ideia central” e a partir daí como o homem por ser indagador, e por essência, curioso, a ideia vai caminhando nos labirintos da criatividade e daí evolui para algo mais concreto na mente e aos olhos do criador em que nos transformamos dentro de um processo criativo. Segundo Doc Comparato [1] roteirista de televisão e cinema, “ Teorias sobre a criatividade existem várias, surgidas dos mais diversos campos da atividade humana. Mas nenhuma delas, em verdade, esclarece muita coisa [...]. O autor define ideia como um processo mental oriundo da imaginação; criatividade , a concatenação dessas ideias e originalidade seria o que faz um texto ser diferente de um outro, por exemplo, pode ser a marca individual e seu estilo. Por esta razão se fala...

POEMA DE FINAL DE TARDE

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Hoje perambulando sob o sol do meio-dia desta cidade colorida na pedra de villamayor! Energia solar outonal! Inquietude! Quietude! Lugares de poder, fazem lembrar de te em cada esquina! exercendo em mim o eterno retorno de um dia ter sido tua! Simbiose de lembranças! De momentos! Tua sombra ainda habita meu ser! Teu cheiro! Teu sabor! Tua boca ávida... A minha boca se envolvendo na tua Nessa ágora... Antes, agora, final de tarde. Procuro tua boca e só encontro o sopro vazio do ar que sopra meu rosto, Roçando meus lábios! Lembrando outras tardes! Porém! Hoje vives em mim... Revives ainda a certeza...   Ilusão... Utopia... A verdade de ter sido tua! Tua sombra ainda habita meu ser! Repousa com profundidade e força mediúnica, nas entrelinhas de uma metáfora! Meta... A se viver! Teus pés pisam por meio da tua sombra que habita meu ser, O mesmo solo sagrado Que me trouxe a te! Atravessando elementos Terra! Água! Oceano de águas, cálidas! Cheguei a te, Nas asas da magia... Da Meiga! E n...

BAIÃO DE DOIS COM PAÇOCA TIPICO DA COZINHA CEARENSE

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Baião-de-dois – Inspirada na leitura do texto “Gostosuras populares da cana e do açúcar”, de Mário Souto Maior, consigo recordar em meio ao conjunto de lembranças de hábitos, costumes e rotinas em família, da preparação de um prato típico da minha terra, o “baião-de-dois”. Para o seu preparo nada mais, nada menos, que o trivial feijão e arroz. Após o feijão ser levado ao fogo, acrescentar pedaços de toucinho fresco ou em forma de torresmo. Importante, deve ser usado apenas, feijão verde, ou seu variante seco, ‘de corda’. Aqui em Pernambuco encontra-se em mercados e feiras populares. Em seguida ao seu cozimento, joga-se o arroz devidamente lavado e seco em uma peneira, dentro da panela do feijão cozido, para secar. De preferência usa-se uma panela de barro, e ainda fica mais saboroso se feito em fogão à lenha. Ao mesmo tempo do arroz, coloca-se muito queijo coalho cortadinho, nata e manteiga da terra. E se quiser dar um sabor diferente ao tempero, junta-se o piqui, frutinha recheada co...

O PRIMEIRO CAMINHO A GENTE NUNCA ESQUECE

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V iajar caminhando com os próprios pés, por uma das muitas direções e atalhos que levam a Santiago de Compostela na Galícia, Espanha, é realmente árduo! Mas com certeza na época do Santo Apostolo não tinha muita opção! Porém, se acaso Santiago fosse nosso contemporâneo, certamente iria usufruir de todas as formas e possibilidades que levam o peregrino em estado de peregrinação, a passar dos pés, à bicicleta, ao cavalo, e até mesmo as charretes que ao longo dos caminhos cruzam com os caminhantes solitários ou em grupo, compartindo cenário, beleza e as bolhinhas que aparecem de vez em quando no dorso dos pés. Caminhar... Caminhar... Caminhar... Ou seja, seguir um dos muitos caminhos que levam a um objetivo final único, que é chegar a Santiago de Compostela após andar no mínimo 100 kilometros durante alguns dias; entrar na catedral gótica monumental; assistir a missa dos peregrinos pontualmente ao meio-dia e receber o título da “Compostela”, com pompas de uma longa fila e atendentes qu...